Como é a sala de aula do século 21?
Camila tem mais de 200 amigos no Orkut. Em seu blog, ela comenta sobre os acontecimentos do dia, fala sobre o último show dos Rebeldes e não se conforma por que mudaram os poderes das bruxinhas do desenho W.I.T.C.H. Também participa de um grupo de discussões online sobre Harry Potter - não vê a hora de o próximo livro sair. No microfone do PC ela faz um podcast sobre moda, sua outra paixão. E o tempo que sobra entre todas essas atividades, ela “perde” na chatice da sala de aula.
Camila é apenas um personagem ficcional, mas reflete bem o que acontece com a garotada de hoje. Para quem vive em alta velocidade na estrada da informação, onde tudo acontece ao mesmo tempo, é quase insuportável o vagaroso processo de aprendizado da escola clássica. Copiar a matéria da lousa então é um verdadeiro martírio.
Para reconquistar seu “público-alvo”, escolas têm usado a tecnologia para afugentar o tédio das salas de aula, capturar a atenção dos jovens e melhorar a relação professor-aluno.
Aulas de robótica para crianças de 1º ano aprenderem a raciocinar e interagir em grupo, mapas 3D que ajudam a entender geografia e esqueletos digitais que mostram como o corpo humano funciona estão chegando às salas de aula. Até ética na internet é matéria obrigatória para os alunos enfrentarem esse admirável mundo novo com cidadania e respeito.
Mas até que ponto a tecnologia na sala de aula é eficaz na educação dos jovens e não apenas um chamariz publicitário para pais desinformados?
O Link visitou escolas e ouviu educadores e alunos, em busca da resposta. Tome nota. A sala de aula do século 21 não é mais a mesma de antigamente.