Coordenadora do Curso de Administração da FEOCRUZ tem artigo selecionado para Fórum Internacional
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| Profª. Geruza de Fátima Tomé |
A professora Geruza de Fátima Tomé, coordenadora do curso de Administração da FEOCRUZ - Faculdade de Educação de Osvaldo Cruz, mestre em Ciências Sociais e doutoranda em Sociologia pela Unesp, campus de Araraquara, obteve êxito ao ter artigo escolhido para apresentação e posterior publicação no
X Fórum Internacional de Administração - FIA e IV Congresso Mundial de Administração, organizado pelo Conselho Regional de Administração do Rio Grande do Sul, por delegação do Conselho Federal de Administração, em parceria com a Faculdade de Economia da renomada Universidade de Coimbra, Portugal. O tema do artigo é “Empreendimento Solidário e Desenvolvimento Local: os desafios no interior do sistema do capital”.
O propósito deste evento com dupla certificação, Fórum e Congresso, é promover um debate intenso sobre os desafios impostos para o administrador neste século, em que o mercado é global, complexo, extremamente interdependente e repleto de mazelas históricas a serem resolvidas, que impõe sérias restrições à vida sustentável da espécie humana. O site que contém todas as informações básicas, bem como os artigos selecionados, é o www.mundialdeadministracao.com.br.
O artigo, além de discutir alguns conceitos básicos do sistema capitalista em sua fase de financeirização, também discorre, de forma introdutória, sobre as iniciativas e parcerias dos governos federal, estadual e local com a sociedade civil organizada. O objetivo é investir em projetos de geração de renda e trabalho, cujos maiores beneficiados devem ser as comunidades locais ou regionais mais pobres. A base econômica destes projetos é o cooperativismo ou associativismo, o modelo de gestão em que se apóiam é a autogestão e sua orientação ética é a solidariedade.
Conforme descreve a professora Geruza, o “local” passa a ser o “locus ideal” para as iniciativas de combate a pobreza e à desigualdade, por meio de iniciativas criativas, impulsionadas pelos próprios membros das comunidades pobres, que recebem apoio de instituições de fomento como as Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares – ITCPs, a Associação Nacional de Trabalhadores em Autogestão – ANTEAG e a Secretaria Nacional de Economia Solidária – SENAES, parte integrante do Ministério do Trabalho e Emprego, além de outras.
Este território ou região encarado como “local”, é socialmente construído e, portanto, repleto de significados valorativos que precisam ser estimulados e fortalecidos. Outro fator importante é o debate sobre mecanismos de participação democrático-popular que precisam ser instituídos nos locais, pois são instâncias que garantem participação direta e controle sócio-político no ambiente em questão. Somente desta forma, a própria população mudará suas condições de sobrevivência e reprodução e de fato exercerá sua cidadania.